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7 de julho de 2007

Quem são os hipócritas afinal?
apeteceu-me partilhar.

Começo a acreditar que a ignorância é o melhor caminho a seguir para ser feliz

(porque é que as pessoas não vêm com um rótulo de qualidades/defeitos?)

Cada vez mais tolerante. Mais perfeccionista. Mais exigente.

A vida é fodida.

27 de junho de 2007


Pergunto-me constantemente onde estaríamos agora. Se continuaríamos a ser amigas, a falarmos todos os dias, a partilhar roupa, a mandar mensagens com um asterisco, só porque sim. Se cozinharíamos uma para a outra massa com natas ou carne com natas ou peixe com natas, só porque tinha natas. Se continuaríamos a gostar das mesmas bebidas, exactamente na mesma proporção. Se ainda comeríamos sugos e os colaríamos aos dentes. Se teríamos conversas de manhã, à tarde e à noite, mesmo que estivéssemos juntas 24 horas por dia, 7 dias por semana. Se iríamos ao Avante. A noites africanas. À Figueira. A tua casa. A minha casa. A qualquer lado.
Arrependo-me, sim. Mas de pensar nisto todos os dias. Como se não fosse morrer nunca a saudade.

26 de junho de 2007

A efemeridade dos momentos deprime-me. É um facto. Constatado diversas vezes ao longo das semanas que formam o mês. Que por sua vez forma o ano. Mais outro. E outros que aí virão.

Pensar que o dia já acabou, que já 'está tudo por hoje', deixa-me triste. Pensar que podia ter sorrido mais. Amado mais. Perdoado (um pouco) mais. Beijado mais. Dado mais. Faz-me pensar que não sei viver o momento.

E gostava.

As oportunidades são (quase) um mito. Não as sabemos agarrar de unhas e dentes. Se soubéssemos, passávamos a vida a sorrir. A ser felizes. E não o somos. Pelo menos não totalmente. E devíamos. Porque é a ser feliz que a vida se vive plenamente.

E eu quero ser feliz.