10 de abril de 2004

«Tudo, Nada, Tudo - Pensamento.»

«Obrigada.
Obrigada por tudo.
A descoberta surge do inesperado,
do camuflado doloroso e sentido.

Nada receies. Nada.
O sonho interrompido só prejudica os pouco dotados.
E tu, decididamente, não és um deles.
Tu és....
Tu tens...
Tudo.
(... não, perdoa-me, és muito mais que tudo...
... tudo é muito pouco...)

No desespero, na noite, no silêncio,
dá o teu grito!
Explode, espairece
Liberta-te!

Não me poupes.
Deixa-me entrar.
Se possível, partilhar
A tua dor, o teu orgulho, o teu colapso.

Tem-me como porto seguro na agonia,
na alegria,
como uma mão eternamente estendida e sempre pronta a confortar
como analgésico, anestesia
como pensamento presente,
como lembrança que não deixa passar um dia
como constante presença, ainda que ausente.


Fala, escreve, exprime, comunica!
(se achares melhor, conveniente)
Segue a tua alma.
Sempre.

Lembra-te que tens tudo para vencer.`
És vencedor em potência.
Tens os pés e a estrada para alcançar a vitória...
Eu poderei ter os pés mas falta-me a estrada.
Talvez isso pouco importe...
Por agora tenho o tudo.

Na «despedida»
acredita que fui eu a perdedora.
Na noite,
quando tudo adormeceu,
fica a droga
presente, firme
que algo nunca dorme - o Pensamento.»

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